segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

oxóssi

No dia 20 de janeiro, comemora-se o dia de Oxóssi.
Oxóssi é o orixá da caça e da fartura, das florestas e das relações entre o reino animal e vegetal. É representado nas florestas caçando com seu arco e flecha.
Oxóssi é a expansão dos limites, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida.
Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte.
Dizem que esse Orixá foi o Rei de Kêto. Oxóssi é bastante popular no Brasil. Quando se manifesta, dança, imitando a caça, a perseguição do animal e o atirar da flecha. Conta uma de suas lendas, que as Feiticeiras enviaram um terrível pássaro gigante para atacar o reino de Ifé. Foram convocados os melhores caçadores para matá-lo. Entre eles estava Oxotonkanxoxô, o caçador de uma só flecha que mais tarde ficou conhecido como Oxóssi.
Oxóssi orixá da fartura e da prosperidade na Umbanda
Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo “de fora”, a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais.
Além disso, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça.
Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas.
O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local.
Assim; Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.
Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para os mais diversas facetas da vida, pelas características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas com a alimentação da tribo, o que costumeiramente cabe aos caçadores.
Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.
O habitat de Oxóssi orixá
O habitat de Oxóssi é a floresta, sendo simbolizado pela cores verde na umbanda, e recebendo a cor azul clara no candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada nesse último.
Sendo assim; roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto “o caçador de uma flecha só”, pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão.
Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxóssi era caçador, como outros.
Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo.
Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto “o caçador de uma flecha só”.
Come tudo quanto é caça e o dia a ele consagrado é quinta-feira.
Sincretismo religioso
Os filhos do orixá Oxóssi as vezes associam a São Jorge ou São Sebastião no sincretismo religioso
Nas tradições da igreja católica, o orixá Oxóssi é sincretizado como “São Sebastião” homenageado em 20 de janeiro.
Depois do insucesso de outros caçadores, a mãe de Oxóssi foi consultar um Babalaô, que lhe disse – “seu filho está a um passo da morte ou da riqueza”. Faça uma oferenda às feiticeiras e a morte se transformará em riqueza. A mãe de Oxóssi fez o que o Babalaô mandou e entregou a oferenda em uma estrada dizendo três vezes: - que o peito do pássaro receba essa oferenda. Nesse momento o pássaro relaxou o encanto que o protegia para que a oferta chegasse ao seu peito, mas foi a flecha de Oxóssi que o atingiu profundamente, caiu se debatendo e morreu. E a aldeia entrou em festa e Oxóssi se tornou popular.
Fonte: raizesepirituais.com.br

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